Os prisioneiros palestinos e a violação dos direitos humanos

Sermão do Sheikh Mohamad Al Bukai

Em nome Deus, O Misericordioso. Louvado seja Allah, o Senhor dos mundos. Testemunho que não há divindade além de Allah e que Muhammad (SAAS) é seu servo e mensageiro.

Queridos irmãos, confesso ter ficado chocado quando li um relatório feito por uma instituição de Direitos Humanos sobre a situação à qual os prisioneiros palestinos são submetidos. No relatório eram descritas toda sorte de torturas e humilhações. Confesso que no começo senti como se estivesse lendo um conto da Idade Média tamanha atrocidade a que me deparei. Mas essa impressão logo mudou quando notei a data da publicação do relatório. O que vivem os presos palestinos está acontecendo nos dias de hoje.

O ser humano se orgulha da existência de organizações internacionais que se dizem defensoras dos direitos humanos. Nesse relatório feito por uma instituição chamada Consciência foram citadas muitas violações aos direitos humanos, a começar pela forma de captura dos prisioneiros, seguida de prisões arbitrárias e de investigações mal feitas e que condenam pessoas há anos de prisão sem direito a um julgamento justo. É sabido que crianças e mulheres não são poupadas dessa situação, seus pais, irmãos são retirados de casa a força deixando para trás uma família inteira que sofre pela ausência. Na convenção de Genebra foi estabelecido que um prisioneiro deve ser tratado dentro de normas que garantam o seu bem estar e que não violem os direitos humanos.

Não é permitido a um prisioneiro ser exposto a atos de violência, ou ameaça a sua integridade. Todos devem ter os seus direitos civis protegidos e garantidos igualmente. O mesmo vale para as mulheres prisioneiras que devem ser tratadas com toda a consideração levando em conta todas as suas necessidades. Isso é o que está no papel. Mas infelizmente não é o que acontece. O respeito é garantido na teoria, mas na prática, os presos palestinos são torturados e impedidos de exercer o seus direitos básicos. Queridos irmãos, o Islã tem como fundamento conceder aos prisioneiros o seu direito antes mesmo de qualquer organização. Há 14 séculos atrás, o Islã declarou a obrigação no tratamento adequado ao prisioneiro, para tanto é necessário dar a esse o respeito merecido.

Deus diz no Alcorão sagrado, na Surata 76 - Versículo 8. "Por amor a Allah alimentem os necessitados, os órfãos e o cativo, dizendo certamente, vós o alimentamos por amor a Allah, não vos exigimos recompensa e nem gratidão". Nesse versículo Deus ordena a não apenas respeitar o prisioneiro, mas sim tratá-lo da melhor forma. O Islã nos dá a possibilidade de perdoá-los mediante o resgate feito perante a sociedade. Não nos é permitido o uso da força, violência ou tortura. Deus diz no Alcorão Sagrado na Surata  47 - Versículo 4 "Tomai os sobreviventes como prisioneiros, libertai por generosidade ou mediante a resgate, quando a guerra houver terminado". Existe uma antiga história que diz que certa vez o profeta Mohamad (SAAS) viu alguns prisioneiros no deserto com o sol sobre os seus corpos e sedentos.

Ele então falou: “os responsáveis não podem expor sobre eles o calor do sol e o sofrimento da prisão. Para eles tem que ser permitido a sua cesta e água para que refresquem os seus corpos e matem a sua sede”. A atitude do profeta levou muitos prisioneiros a abraçarem o Islã, entre eles o chefe de uma tribo chamado Thmama, que ao ser preso foi amarrado dentro de uma mesquita. No 1º dia de prisão, o profeta perguntou o que ele tinha a dizer sobre o seus crimes, ele então respondeu: “eu mereço a morte por ter tirado a vida de muitos muçulmanos, mas se o senhor me perdoar lhe serei eternamente grato”. No dia seguinte o profeta fez a mesma pergunta ao prisioneiro, e assim se deu por mais um dia. No quarto dia o profeta deu ordens para que Thmama fosse libertado.  

Não demorou muito tempo Thmama voltou ao profeta dizendo que havia testemunhado a divindade de Allah em suas atitudes e assim se reverteu ao Islã. Com tudo isso fica claro que o Islã presa pelos direitos de todos que um dia erraram e se deixaram seduzir pelas armadilhas da vida. Queridos irmãos, as ilustrações divinas confirmam o direito inalienável ao respeito e a unidade que não devem ser negados a ninguém. A luta pela justiça e pela dignidade faz parte da estrutura do Islã, por isso, devemos entregar a ele as nossas aflições, nele devemos confiar e meditar sobre as injustiças do mundo. Louvado seja Deus, o senhor do universo.

 

 



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