A Reivindicação de Muhammad Como Profeta (parte 2 de 3): Ele Era um Mentiroso?

 

Uma Análise Lógica de Sua Reivindicação
 
Como discutido anteriormente, Muhammad fez a reivindicação, ‘Eu sou Mensageiro de Deus.’  Ou ele era verdadeiro nessa reivindicação ou não era.  Começaremos supondo a segunda opção e investigaremos todas as possibilidades levantadas pelos céticos do passado e do presente, discutindo algumas de suas noções errôneas.  Apenas se todas as outras possibilidades forem esgotadas pode-se razoavelmente alegar que a única possibilidade deixada foi a de que ele era verdadeiro no que reivindicou.   Também olharemos o que o Alcorão tem a dizer sobre a questão.
 
Ele Era um Mentiroso?
 
É possível para um mentiroso reivindicar por um período de 23 anos com certeza inabalável que ele é um profeta como Abraão, Moisés e Jesus, que não haveria mais profetas depois dele, e que a escritura que lhe foi enviada permaneceria seu milagre eterno até o fim dos tempos?
 
Um mentiroso vacilaria de vez em quando, talvez com um amigo, talvez com seus familiares, em algum momento ele cometeria um erro.  Sua mensagem, transmitida ao longo de duas décadas, se contradizeria algumas vezes.  Mas o que vemos na realidade é que a escritura que ele trouxe está livre de inconsistências internas, sua mensagem permaneceu consistente ao longo de sua missão, e até no meio de uma batalha, ele proclamou sua missão profética![1]
 
Sua história de vida é um livro aberto preservado para qualquer um ler.  Antes do Islã, ele era bem conhecido por seu próprio povo como fidedigno e confiável, um homem honesto, uma pessoa de integridade, que não mentia.[2]  Devido a isso eles o chamavam de “Al-Amin”, ou “O Fidedigno”. Ele era totalmente contra a mentira e advertiu sobre ela.  É possível que ele tenha contado uma mentira consistente por 23 anos, uma mentira tão monstruosa que o tornaria um proscrito social, apesar de ser conhecido por não ter mentido nem uma vez sobre coisa alguma?  É simplesmente contra a psicologia dos mentirosos.
 
Se alguém fosse perguntar por que uma pessoa reivindicaria ser profeta se isso fosse uma mentira, a resposta poderia ser uma das duas:
 
1)     Fama, Glória, fortuna e status.
 
2)     Progresso moral.
 
Se nós dissermos que Muhammad reivindicou ser profeta por fama, glória e status, nós veremos que o que aconteceu foi exatamente o oposto.  Muhammad, antes de reivindicar ser Profeta, desfrutava de um alto status em todos os aspectos. Ele era da mais nobre das tribos, da mais nobre das famílias, e era conhecido por sua fidedignidade.  Após sua reivindicação ele se tornou um proscrito social.  Por 13 anos, em Meca, ele e seus seguidores enfrentaram tortura excruciante, que levou alguns de seus seguidores à morte, ao ridículo, a sanções e à excomunhão da sociedade.
 
Havia muitos outros modos de uma pessoa obter fama na sociedade daquela época, principalmente através de bravura e poesia.  Se Muhammad tivesse feito a reivindicação de que ele próprio era o autor do Alcorão, como será explicado mais adiante, seria o suficiente para que seu nome e poesia fossem gravados em ouro e ficassem pendurados dentro da Caaba pela eternidade, com pessoas de todo o mundo o consagrando.  Mas, ao contrário, ele proclamou que não era o autor de sua revelação, que ela era do Altíssimo, fazendo com que ele fosse ridicularizado desde a sua época até a nossa.
 
O Profeta era o marido de uma rica mulher de negócios, e ele desfrutava dos confortos da vida disponíveis a ele em sua época.  Mas após a sua reivindicação, ele se tornou a mais pobre das pessoas.  Dias se passavam sem que o fogo fosse aceso em sua casa e, uma vez, a fome o levou à mesquita na expectativa de conseguir alguma provisão.  Os líderes de Meca em sua época ofereceram a ele as riquezas do mundo para que ele deixasse a sua pregação.  Como resposta às suas ofertas, ele recitou os versículos do Alcorão 41:1-38. A seguir estão alguns desses versículos:
 
“Em verdade, quanto àqueles que dizem: ‘Nosso Senhor é Deus,’ e se firmam, os anjos descerão sobre eles, os quais lhes dirão:  Não temais, nem vos atribuleis; outrossim, regozijai-vos com o Paraíso que vos está prometido!  Temos sido os vossos protetores na vida terrena e (o seremos) na outra vida, onde tereis tudo quanto anelam as vossas almas e onde tereis tudo quanto pretendeis.  Tal é a hospedagem do Indulgente, Misericordiosíssimo!’  E quem é mais eloqüente do que quem convoca (os demais) a Deus, pratica o bem e diz: ‘Certamente sou um dos muçulmanos?’  Jamais poderão equiparar-se a bondade e a maldade!  Retribui (ó Muhammad) o mal da melhor forma possível, e eis que aquele que nutria inimizade por ti converter-se-á em íntimo amigo!  Porém a ninguém se concederá isso, senão aos tolerantes, e a ninguém se concederá isso, senão aos bem-aventurados.” (Alcorão 41:30-35)
 
Se alguém disser que Muhammad mentiu e reivindicou ser profeta para promover a reforma moral e religiosa de uma sociedade dominada por muitos males, esse é um argumento fútil em si mesmo, porque como alguém promove reforma através de uma mentira?  Se Muhammad estava tão determinado a manter e pregar uma moral elevada e a adoração do Deus Único, como ele pôde mentir ao fazê-lo?  Se nós dissermos que isso não é possível, a única resposta é que ele estava falando a verdade.  A única outra possibilidade era ele ser louco.
 
Footnotes:
[1] Saheeh Al-Bukhari
[2] ‘Muhammad: His Life Based on the Earliest Sources’ (Muhammad: Sua Vida Baseada nas Primeiras Fontes’, em tradução livre) por Martin Lings, p. 34.


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