Profecias Bíblicas de Muhammad (parte 2 de 4): Profecias de Muhammad do Velho Testamento

 

Deuteronômio 18:18 “Eu (Deus) lhes suscitarei do meio de teus irmãos um profeta semelhante a ti (Moisés), e porei minhas palavras em sua boca; e ele lhes falará tudo que eu lhe ordenar.”
 
Muitos cristãos acreditam que essa profecia profetizada por Moisés se aplica a Jesus.  De fato Jesus foi profetizado no Velho Testamento, mas como ficará claro, essa profecia não se adequa a ele, mas ao contrário, se aplica mais a Muhammad, que Deus o exalte.  Moisés profetizou o seguinte:
 
1. O Profeta Será Como Moisés
Áreas de Comparação Moisés Jesus Muhammad
Nascimento nascimento normal nascimento virginal, milagroso nascimento normal
Missão apenas profeta diz-se ser o Filho de Deus apenas profeta
Pais pai & mãe apenas mãe pai & mãe
Vida Familiar casado com filhos nunca casou casado com filhos
Aceitação por seu próprio povo Judeus o aceitaram Judeus o rejeitaram[1]
Árabes o aceitaram
Autoridade Política Moisés a tinha (Núm. 15:36) Jesus a recusou[2] Muhammad a tinha
Vitória Sobre Oponentes Faraó se afogou diz-se ter sido crucificado Mecanos derrotados
Morte
morte natural alega-se ter sido crucificado morte natural
Sepultamento
sepultado em túmulo túmulo vazio sepultado em túmulo
Divindade não divino divino para os cristãos não divino
Idade na qual começou a Missão 40 30 40
Ressureição na terra
não ressuscitou
alegada ressuscitação não ressuscitou

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.  O Profeta Esperado será de seus Irmãos entre os Judeus
 
O verso em discussão é explícito ao dizer que o profeta virá de entre os Irmãos dos judeus.   Abraão tinha dois filhos: Ismael e Isaque.  Os judeus são os descendentes do filho de Isaque, Jacó.  Os árabes são os filhos de Ismael.  Portanto, os árabes são os irmãos da nação judaica.[3] A Bíblia afirma:
 
‘E ele (Ismael) habitará fronteiro a todos os seus irmãos.’  (Gênesis 16:12)
 
‘E ele (Ismael) morreu fronteiro a todos os seus irmãos.’  (Gênesis 25:18)
 
Os filhos de Isaque são os irmãos dos ismaelitas.  Da mesma forma, Muhammad é de entre os irmãos dos israelitas, porque ele era um descendente de Ismael, o filho de Abraão.
 
3. Deus Colocará Suas Palavras na Boca do Profeta Esperado
 
O Alcorão diz sobre Muhammad:
 
“Nem ele fala a partir de seu próprio desejo: aquilo [que ele transmite a vós] não é senão uma inspiração [divina] com a qual ele está sendo inspirado." (Alcorão 53:3-4)
 
Isso é muito semelhante ao verso em Gênesis 18:15:
 
“Eu (Deus) lhes suscitarei do meio de seus irmãos um profeta semelhante a ti (Moisés), e porei minhas palavras em sua boca; e ele lhes falará tudo que eu lhe ordenar.” (Gênesis 18:18)
 
O Profeta Muhammad veio com uma mensagem para o mundo todo, inclusive para os judeus.  Todos, incluindo os judeus, devem aceitar a sua missão profética, e isso é apoiado pelas seguintes palavras:
 
“O SENHOR teu Deus te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás.” (Deuteronômio 18:15)
 
4. Um Alerta aos Rejeitadores
 
A profecia continua:
 
Deuteronômio 18:19   “De todo aquele que ouvir minhas palavras, que ele dirá em meu nome, disso lhe pedirei contas.” (em algumas traduções: “Eu serei o Vingador”).
 
Muito interessantemente, os muçulmanos começam cada capítulo do Alcorão em nome de Deus ao dizer:
 
Bismillah ir-Rahman ir-Raheem
 
“Em Nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso."
 
Abaixo estão os relatos de alguns eruditos que acreditaram que essa profecia se adequa a Muhammad.
 
A Primeira Testemunha
 
Abdul-Ahad Dawud, o ex-reverendo David Benjamin Keldani, um sacerdote católico romano da denominação caldeana.  Após aceitar o Islã, ele escreveu o livro, ‘Muhammad na Bíblia.’  Ele escreve sobre essa profecia:
 
“Se essas palavras não se aplicam a Muhammad, elas ainda estão por serem cumpridas.  O próprio Jesus nunca alegou ser o profeta mencionado.  Até mesmo seus discípulos eram da mesma opinião: eles esperavam pela segunda vinda de Jesus para o cumprimento da profecia (Atos 3: 17-24). Até agora é indiscutível que a primeira vinda de Jesus não foi o advento do Profeta semelhante a ti e seu segundo advento dificilmente satisfaz essas palavras.  Jesus, como é acreditado por sua Igreja, aparecerá como um Juiz e não como um legislador; mas o prometido tem de vir com uma “lei ardente” em sua mão direita.”[4]
 
A Segunda Testemunha
 
Muhammad Asad nasceu Leopold Weiss em julho de 1900 na cidade de Lvov, agora na Polônia, então parte do Império Austríaco.  Ele foi o descendente de uma longa linhagem de rabinos, uma linhagem interrompida por seu pai, que se tornou um advogado.  O próprio Asad recebeu uma educação religiosa detalhada que o qualificaria a manter viva a tradição rabínica da família.  Ele se tornou proficiente em hebraico ainda muito jovem e também estava familiarizado com o aramaico.  Ele tinha estudado o Velho Testamento no original assim como o texto e comentários do Talmude, a Mishná e a Gemará, e se aprofundou nas complexidades da exegese bíblica, o Targum.[5]
 
Comentando sobre o versículo do Alcorão:
 
“e não confundais o verdadeiro com o falso, e não oculteis a verdade enquanto sabeis.” Alcorão 2:42)
 
Muhammad Asad escreve:
 
“Por ‘confundir o verdadeiro com o falso’ entenda-se a corrupção do texto bíblico, do qual o Alcorão freqüentemente acusa os judeus (e que já foi estabelecido por criticismo textual objetivo), enquanto que a ‘supressão da verdade’ se refere à sua desconsideração ou interpretação deliberadamente falsa das palavras de Moisés na passagem bíblica, 'O Senhor teu Deus suscitará do meio de ti um profeta, dos teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás' (Deuteronômio 18:15), e as palavras atribuídas ao próprio Deus, ‘Eu suscitarei um profeta dentre teus irmãos, semelhante a ti, e colocarei as minhas palavras em sua boca’ (Deuteronômio 18:18). Os ‘irmãos’ dos filhos de Israel obviamente são os árabes, e particularmente o musta’ribah (‘arabizado) grupo entre eles, que traça a sua descendência a partir de Ismael e Abraão: e uma vez que esse é o grupo ao qual a tribo do próprio profeta, os Coraixitas, pertencia, as passagens bíblicas acima devem ser consideradas como se referindo ao seu advento.” [6]
 
Footnotes:
1  “Ele (Jesus) veio para os seus, mas os seus não o aceitaram” (João 1:11).
[2] João 18:36.
[3] ‘Muhammad: His Life Based on the Earliest Sources’ (Muhammad: Sua Vida Baseada nas Fontes Mais Antigas’) de Martin Lings, p. 1-7.
[4] p. 156
[5] ‘Berlin to Makkah: Muhammad Asad’s Journey into Islam’ (‘De Berlim a Meca: A Jornada de Muhammad Asad ao Islã’) de Ismail Ibrahim Nawwab na edição de Janeiro/Fevereiro de 2002 da Saudi Aramco Magazine.
[6] Muhammad Asad, ‘The Message of The Quran’ (‘A Mensagem do Alcorão’) (Gibraltar: Dar al-Andalus, 1984), p. 10-11.

 



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