Breve Biografia das “Mães dos Crentes” (parte 2 de 2)

 

Umm Habiba
 
Umm Habiba foi a filha muçulmana do arquiinimigo do Islã, Abu Sufian.  Umm Habiba estava entre os primeiros convertidos ao Islã em Meca.  Havia migrado para a Abissínia com seu marido, que se converteu ao Cristianismo lá.  Com a morte dele, o Profeta lhe enviou uma proposta de casamento enquanto ela ainda estava na Abissínia.  Ela retornou para Medina três anos antes da morte do Profeta.  Morreu trinta e quatro anos depois do Profeta.
 
Zainab, a Esposa Divorciada de Zaid
 
Zainab era a prima do Profeta, que se casou com Zaid, um escravo órfão que o Profeta libertou e então adotou.  O Profeta propôs o casamento de Zainab com Zaid ao irmão dela, mas ele se recusou a permitir que sua irmã, uma garota nobre de linhagem Hashimita e Coraixita e a primeira prima do Profeta, se tornasse a esposa de um ex-escravo.   Esse tipo de união era considerado uma grande vergonha pelos árabes.  As filhas da aristocracia se casarem com seus escravos, mesmo escravos libertos, era impensável.  O Profeta procurava eliminar as distinções raciais e de classe entre os homens.  Educaria o mundo que nenhum árabe é superior a nenhum não-árabe exceto em virtude e religiosidade, como Deus disse:
 
“De fato, o mais honrado entre vós aos olhos de Deus é o mais temente...” (Alcorão 49:13)
 
O Profeta optou por não forçar esse princípio sobre uma mulher de fora de sua própria tribo.  Foi sua prima Zainab que, em conformidade com os desejos do Profeta por Zaid, espontaneamente se opôs ao costume árabe.  E Zaid, um escravo liberto, vinha de linhagem muito baixa para casamento na aristocracia mequense aos olhos da família dela.  Assim, o Profeta encorajou Zainab a concordar em se casar com Zaid e, quando Zainab concordou, insistiu que o irmão dela aceitasse o órfão adotado como seu cunhado.  
 
Entretanto, após o casamento Zaid achou difícil viver com ela.  Zaid consultou o Profeta que o aconselhou a não divorciá-la.  Entretanto, uma vez que todas as tentativas de salvar o casamento falharam, o divórcio foi a única alternativa.  Depois do divórcio ela e seus familiares insistiram que o Profeta se casasse com ela.  Sentindo-se compelido a atender seus desejos depois de um casamento fracassado que ele havia arranjado, o Profeta estava hesitante.  O costume pagão permitia casar com madrastas e sogras, mas considerava inaceitável o casamento com a esposa divorciada de um filho adotado.  Para desfazer o costume e dar um exemplo, Deus ordenou ao Profeta hesitante que se casasse com Zainab.   O casamento deles ocorreu no ano 5 da Hégira.  Ela morreu dez anos após o Profeta.
 
Juwairiya
 
No mesmo ano, um grande número de prisioneiros cai nas mãos de muçulmanos na Batalha de Bani Mustaliq.  Entre eles estava Juwairya, a filha de um chefe árabe, que se aproximou do Profeta com um resgate para si própria com o qual seu captor prontamente concordou.  O Profeta então lhe propôs casamento e ela, por sua vez, aceitou.  Assim que os muçulmanos ouviram a notícia do casamento, libertaram seus prisioneiros da tribo de Bani Mustaliq. Eles acharam que não poderiam manter uma tribo honrada pelo Profeta em cativeiro e, assim, centenas de famílias da tribo de Bani Mustaliq foram libertadas como uma bênção do casamento dela com o Profeta.  Juwairiya foi uma adoradora devotada.  Uma vez o Profeta passou por ela depois da oração da alvorada e a encontrou ocupada em adoração em seu local de oração.  O Profeta passou por ela novamente no final da manhã e ela continuava em seu lugar, quando ele comentou:
 
“Você continua em seu estado (de adoração)?”
 
Ela respondeu: “Sim”.
 
“Devo lhe ensinar algumas palavras de maior recompensa! Diz: ‘O quão perfeito é Deus, eu O louvo pelo número de Sua criação e Sua satisfação e pelo peso de Seu Trono e a tinta de Suas Palavras’”.[1]
 
Ela morreu quarenta anos após o Profeta.
 
Safiyyah
 
Safiyyah, filha de um chefe judeu de Banu Nadir, foi feita prisioneira na Batalha de Kaibar no sétimo ano da Hégira.  O Profeta a libertou e então se casou com ela.  No casamento o Profeta encontrou marcas de abuso em seu rosto sobre as quais ele ficou curioso.
 
Ela explicou: “Tive um sonho no qual a lua cheia se elevava sobre Medina e então caia em meu colo. Contei o sonho para meu primo que me esbofeteou e disse: “’Você quer se casar com o rei de Medina!’ Essa marca é de sua bofetada.”
 
Quando o Profeta estava em seu leito de morte ela chorou e disse: “Queria poder estar em seu lugar, ó Mensageiro de Deus”, ao que ele respondeu: “Por Deus, ela diz a verdade.”
 
Maimuna
 
Maimuna, outra viúva, pediu casamento ao Profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, em Meca no sétimo ano da Hégira.  Ela era de sua tribo e já tinha mais de cinqüenta anos.  O Profeta Muhammad casou com ela, que uma pobre parente sua, para sustentá-la.  O sobrinho dela, Ibn Abbas, que mais tarde se tornou o maior erudito do Alcorão, adquiriu muito conhecimento com ela.
 
Footnotes:
[1] Musnad, Abu Daud


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