Retidão e Pecado (parte 2 de 2): Pecado e Consciência Humana

 

Na segunda parte dessa narração o Profeta mencionou outro aspecto sutil de pecado, que é aquele em que pecado é qualquer coisa que incomoda a consciência de uma pessoa virtuosa e que uma pessoa procura ocultar das outras.  Uma variedade de ações vem à mente de uma pessoa ao ouvir essas palavras.
 
Deus inspirou dentro de cada alma a habilidade, embora limitada, de reconhecer a verdade da falsidade.
 
“E lhe imprimiu o discernimento entre o que é certo e o que é errado.” (Alcorão 91:8)
 
Desde que a pessoa busque a retidão, ela saberá quando fez algo errado através de sua consciência, mesmo que encontre várias maneiras de se desculpar pelo que fez.  Jamais gostará que venham a saber daquela situação porque se envergonha dela; sua religião é enriquecida com timidez, vergonha e modéstia.  O Profeta disse:
 
“Vergonha e modéstia é da perfeição da fé.” (Saheeh Al-Bukhari)
 
Vergonha é algo que pode impedir uma pessoa de fazer o mal. O Profeta disse:
 
“Se você não tem vergonha, então faça o que lhe agrada.” (Saheeh Al-Bukhari)
 
A vergonha, sendo o mais alto nível a vergonha perante Deus de cometer pecados, é um fator chave para evitar o pecado, e seu padrão pode também ser usado para julgar se um ato é pecado ou não.
 
Esses sentimentos de consciência e vergonha são uma consequência natural da crença e fé verdadeiras, e é o que a religião do Islã busca criar dentro de um indivíduo, uma consciência islâmica que guia os humanos ao longo de suas vidas.
 
Essa consciência interior é o que informa o estado do coração do indivíduo, se está vivo, realmente buscando a verdade, ou morto, preenchido pelos desejos dessa vida mundana.  A falta de religiosidade e a indulgência no pecado fazem com que a pessoa perca a consciência, que não poderá mais ser usada como fonte de orientação.
 
“... por que não crêem com humildade? Porque seus corações se endureceram e Satanás lhes abrilhantou o que faziam.” (Alcorão 6:43)
 
“Não percorreram eles a terra, para que seus corações verificassem o ocorrido? Talvez possam, assim, ouvir e raciocinar! Todavia, a cegueira não é a dos olhos, mas a dos corações, que estão em seus peitos!” (Alcorão 22:46)
 
O coração pode ser usado como guia, em conjunto com o intelecto e a revelação, para facilitar a busca pela verdade.  O coração de uma pessoa que busca pela verdade está vivo, porque é essa vida e aspiração que fazem com que empreenda a busca.  Esse tipo de pessoa nunca encontrará paz no coração em qualquer religião exceto a religião que Deus ordenou para a humanidade, e enquanto o anseio pela verdade existir, sua consciência continuará a incomodá-la até que encontre a verdadeira religião de Deus.  Se essa pessoa é sincera, Deus a guiará para a verdade:
 
“Quanto àqueles que desejam Orientação, Ele lhes aumenta a orientação e lhes concede piedade.” (Alcorão 47:18)


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