A História de Abraão (parte 4 de 7): Sua Migração para Canaã

Descobertas arqueológicas modernas sugerem que a alta sacerdotisa era a filha do imperador.  Naturalmente ela deve ter considerado fundamental fazer um exemplo do homem que profanou seu templo.  Logo Abraão, ainda um homem jovem[1], se viu em teste, se defrontando sozinho com um rei, provavelmente o rei Nimrod.  Até seu pai não estava do seu lado.  Mas Deus estava como Ele sempre esteve.

Disputa com um Rei
 
Enquanto os tradicionalistas judaico-cristãos afirmam claramente que Abraão foi sentenciado ao fogo pelo reio, Nimrod, o Alcorão não elucida esse assunto.  Menciona, entretanto, a disputa que um rei teve com Abraão, e alguns estudiosos muçulmanos sugerem que foi esse mesmo Nimrod, mas somente depois de uma tentativa de matar Abraão[2] ser feita pelas massas.  Depois de Deus ter salvado Abraão do fogo, seu caso foi apresentado ao rei, que do alto de sua pompa, disputou com o próprio Deus por causa de seu reino.  Ele debateu com o jovem homem, como Deus nos conta:
 
“Não reparaste naquele que disputava com Abraão acerca de seu Senhor, por lhe haver Deus concedido o poder?” (Alcorão 2:258)
 
 A lógica de Abraão era inegável:
 
“Meu Senhor é Quem dá a vida e a morte! Retrucou: Eu também dou a vida e a morte.” (Alcorão 2:258)
 
O rei trouxe dois homens sentenciados à morte.  Libertou um e condenou outro.  Essa resposta do rei foi fora de contexto e extremamente estúpida e assim Abraão apresentou outra, que certamente o silenciou.
 
“Abraão disse: Deus faz sair o sol do Oriente, faze-o tu sair do Ocidente. Então o incrédulo ficou confundido, porque Deus não ilumina os iníquos.” (Alcorão 2:258)
 
Abraão em Migração
 
Depois de anos de chamado incessante, enfrentando a rejeição de seu povo, Deus ordenou a Abraão que se desassociasse de sua família e povo.
 
“Tivestes um excelente exemplo em Abraão e naqueles que o seguiram, quando disseram ao seu povo: Em verdade, não somos responsáveis por vossos atos e por tudo quando adorais, em lugar de Deus, Renegamos-vos e iniciar-se-á inimizade e um ódio duradouro entre nós e vós, a menos que creiais unicamente em Deus!” (Alcorão 60:4)
 
Ao menos duas pessoas em sua família aceitaram sua exortação – Lot, seu sobrinho, e Sara, sua esposa.  Assim Abraão migrou com os outros crentes.
 
“Lot acreditou nele. Ele disse: Em verdade, emigrarei para onde me ordene o meu Senhor, porque Ele é o Poderoso, o Prudentíssimo.” (Alcorão 29:26)
 
Migraram juntos para uma terra abençoada, a terra de Canaã, ou Grande Síria onde, de acordo com as tradições judaico-cristãs, Abraão e Lot dividiram seu povo a ocidente e oriente da terra para a qual haviam migrado[3].
 
“E o salvamos, juntamente com Lot, conduzindo-os à terra que abençoamos para a humanidade.” (Alcorão 21:71)
 
Foi lá, nessa terra abençoada, que Deus escolheu abençoar Abraão com descendência.
 
“E o agraciamos com Isaac e Jacó, como um dom adicional, e a todos fizemos virtuosos.” (Alcorão 21:72)
 
“Tal foi o Nosso argumento, que proporcionamos a Abraão (para usarmos) contra seu povo, porque Nós elevamos a dignidade de quem Nos apraz. Teu Senhor (ó Muhammad) é Prudente, Sapientíssimo. Agraciamo-los com Isaac e Jacó, que iluminamos, como havíamos iluminado anteriormente Noé e sua descendência, Davi e Salomão, Jó e José, Moisés e Aarão. Assim, recompensamos os benfeitores. E Zacarias, Yáhia (João), Jesus e Elias, pois todos se contavam entre os virtuosos. E Ismael, Eliseu, Jonas e Lot, cada um dos quais preferimos sobre os seus contemporâneos. E a alguns de seus pais, progenitores e irmãos, elegemo-los e os encaminhamos pela senda reta. Tal é a orientação de Deus, pela qual orienta quem Lhe apraz, dentre os Seus servos. Porém, se tivessem atribuído parceiros a Ele, tornar-se-ia sem efeito tudo o que tivessem feito. São aqueles a quem concedemos o Livro, a sabedoria e a profecia.”  (Alcorão 6:83-87)
 
Profetas, escolhidos para a orientação de sua nação:
 
“E os designamos imames, para que guiassem os demais, segundo os Nossos desígnios, e lhes inspiramos a prática do bem, a observância da oração, o pagamento do zakat, e foram Nossos adoradores.” (Alcorão 21:73)
 
Footnotes:
[1] Tradições judaico-cristãs dizem que ele tinha cinquenta anos de idade.  The Talmud: Selections(Talmude: Seleções, em tradução livre), H. Polano. (http://www.sacred-texts.com/jud/pol/index.htm)
[2] Stories of the Prophets (Histórias dos Profetas, em tradução livre). Ibn Katheer. Darussalam Publications.
[3] Jewish Encyclopedia: Abraham (Enciclopédia Judaica: Abraão)


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