Missão Profética no Islã (parte 2 de 2): Crença em Todos os Profetas sem Distinção

 

Pode-se bem perguntar:
 
quantos  profetas Deus enviou para a humanidade?  Nós temos certeza apenas do que foi claramente mencionado no Alcorão, de que Deus enviou um mensageiro para cada nação.  Isso porque é um dos princípios de Deus que Ele nunca pedirá contas a um povo a menos que Ele tenha deixado claro a eles o que fazer e o que não fazer.  O Alcorão menciona os nomes de 25 profetas e indica que existiram outros que não foram mencionados ao Profeta Muhammad, que Deus o exalte.  Esses 25 incluem Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Muhammad (que Deus exalte a todos).  Esses cinco são os maiores entre os mensageiros de Deus.  Eles são chamados os profetas ‘resolutos’.
 
Um aspecto notável da crença islâmica na missão profética é que os muçulmanos respeitam e acreditam em todos os mensageiros de Deus sem exceções.  Todos os profetas vieram do mesmo Único Deus, para o mesmo propósito: levar a humanidade a Deus.  Dessa forma, a crença em todos eles é essencial e lógica; aceitar alguns e rejeitar outros tem que ser baseado em equívocos sobre o papel do profeta ou em um preconceito racial.  Os muçulmanos são o único povo no mundo que consideram a crença em todos os profetas um artigo de fé.  Os judeus rejeitam Jesus e Muhammad (que a paz esteja sobre eles), e os cristãos rejeitam Muhammad, que Deus o exalte.   Os muçulmanos aceitam todos eles como mensageiros de Deus que trouxeram orientação para a humanidade.  Entretanto, as revelações que os profetas antes de Muhammad, que Deus o exalte, trouxeram de Deus foram corrompidas de uma forma ou de outra.
 
A crença em todos os profetas de Deus é exigida dos muçulmanos no Alcorão:
 
“Dize (Ó muçulmanos): “Cremos em Deus e no que foi revelado para nós, e no que foi revelado para Abraão e Ismael, e Isaque e Jacó e para as tribos; e no que foi concedido a Moisés e a Jesus.  Não fazemos distinção entre nenhum deles e a Ele nos submetemos.” (Alcorão 2:136)
 
O Alcorão continua nos versículos seguintes a instruir os muçulmanos de que essa é a crença verdadeira e imparcial.   Se outras nações acreditam no mesmo, elas estão seguindo o caminho certo.  Se não, elas devem estar seguindo seus próprios objetivos e preconceitos e Deus cuidará delas.  Dessa forma nós lemos:
 
“E se eles crêem no que vós credes, com efeito, se guiarão.  Mas se eles voltarem as costas, por certo, estarão em discórdia e Deus será suficiente contra eles.  Ele é o Oniouvinte, o Onisciente.  Essa é a religião de Deus e quem é melhor do que a religião de Deus?” (Alcorão 2:137-138)
 
Existem, pelo menos, dois pontos importantes relacionados à missão profética que  precisam ser esclarecidos.  Esses pontos se referem ao papel de Jesus e Muhammad (que a paz esteja sobre eles) como profetas, que são geralmente mal-compreendidos.
 
O relato corânico de Jesus enfaticamente rejeita o conceito de sua ‘divindade’ e ‘filiação divina’ e o apresenta como um dos grandes profetas de Deus.  O Alcorão deixa claro que o nascimento de Jesus sem um pai não faz dele o filho de Deus e menciona, a esse respeito, Adão, que foi criado por Deus sem pai ou mãe.
 
“Verdadeiramente, o exemplo de Jesus, aos olhos de Deus, é como o de Adão; Ele o criou do pó e então disse-lhe: “Sê”, e ele foi.” (Alcorão 3:59)
 
Como outros profetas, Jesus também realizou milagres.  Por exemplo, ele ressuscitou o morto e curou o cego e os leprosos, mas, enquanto realizava esses milagres, ele sempre deixou claro que era tudo de Deus.  Na verdade, os equívocos sobre a personalidade e missão de Jesus, que a paz esteja sobre ele, encontraram espaço entre seus seguidores porque a mensagem divina que ele pregou não foi registrada durante sua presença no mundo.  Ao contrário, ela foi registrada após um lapso de aproximadamente cem anos.  De acordo com o Alcorão, ele foi enviado aos Filhos de Israel; ele confirmou a validade do Torá, que foi revelado a Moisés, que a paz esteja sobre ele, e ele também trouxe boas novas de um mensageiro final depois dele.
 
“E quando Jesus, filho de Maria, disse: ‘Filhos de Israel!  De fato eu sou o mensageiro para vós, confirmando o Torá que havia antes de mim, e anunciando um Mensageiro que virá depois de mim, cujo nome será o louvado.”  (Alcorão 61:6)
 
(O “louvado” é a tradução de “Ahmad”, que é o nome do Profeta Muhammad.)
 
Entretanto, a maioria dos judeus rejeitou seu ministério.  Eles atentaram contra sua vida e em sua opinião, o crucificaram.  Mas o Alcorão refuta essa opinião e diz que eles nem o mataram e nem o crucificaram; ao contrário, ele foi elevado até Deus.   Existe um versículo no Alcorão que deixa implícito que Jesus voltará e que todos os cristãos e judeus acreditarão nele antes dele morrer.  Isso também é suportado por ditos autênticos do Profeta Muhammad, que Deus o exalte.
 
O último profeta de Deus, Muhammad, nasceu na Arábia no século 6 EC.  Até a idade de 40 anos, o povo de Meca o conhecia apenas como um homem de excelente caráter e maneiras educadas e o chamava de ‘Al-Ameen’ (‘O Confiável’).  Ele também não sabia que logo seria feito profeta e recebedor de revelação de Deus.  Ele chamou os idólatras de Meca à adoração do único Deus e a aceitá-lo (Muhammad, que Deus o exalte) como Seu profeta.  A revelação que ele recebeu foi preservada durante a sua vida na memória de seus companheiros e também foi registrada em pedaços de folha de palmeira, couro, etc.  Dessa forma o Alcorão que é encontrado hoje é o mesmo que foi revelado a ele, nem uma sílaba foi alterada, já que o próprio Deus garantiu sua preservação.  O Alcorão clama ser o livro da orientação para toda a humanidade para todos os tempos, e menciona Muhammad, que Deus o exalte, como o último Profeta de Deus.


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